Um caso que gerou revolta e comoção em Catalão expôs, mais uma vez, possíveis falhas graves na estrutura da saúde pública. Uma mãe utilizou as redes sociais para denunciar a demora no atendimento e a falta de suporte adequado ao filho, uma criança de apenas 2 anos, que morreu neste domingo (5) após enfrentar dificuldades para conseguir uma vaga em UTI infantil.
De acordo com o relato, a criança estava internada no PAI (Pronto Atendimento Infantil) do município, aguardando transferência para uma Unidade de Terapia Intensiva. A mãe afirma que lutou incansavelmente pela vida do filho, chegando a implorar por uma vaga, sem obter resposta ágil das autoridades responsáveis.
A situação se agravou diante da ausência de estrutura básica para casos graves. Segundo a denúncia, a transferência só foi viabilizada após a intervenção de um deputado estadual — o que levanta questionamentos sobre o acesso igualitário à saúde. Até então, nem mesmo transporte adequado estaria disponível na cidade.
Ainda conforme o relato, o estado clínico da criança exigia transporte aéreo com suporte avançado, mas, mesmo assim, o paciente foi levado por uma ambulância vinda de outro município, que, segundo a mãe, não possuía os equipamentos necessários para atender uma situação crítica.
A criança foi encaminhada para Itumbiara, mas não resistiu. Em uma das publicações, a mãe faz um desabafo contundente, acusando negligência no atendimento e afirmando que o filho já teria chegado sem vida à unidade de destino.
O caso levanta sérias dúvidas sobre a eficiência do sistema de regulação de vagas, a disponibilidade de leitos de UTI pediátrica e a estrutura de transporte emergencial na região. A denúncia reforça a necessidade urgente de investigação e de medidas concretas para evitar que novas tragédias como essa se repitam.
📸 Foto: extraída de redes sociais
